sexta-feira, 19 de agosto de 2011

RESTAURAÇÀO PORTUGUESA E NOVA POLÍTICA COLONIAL PARA O BRASIL


Em 1640, após o fim do domínio espanhol, a economia portuguesa encontrava-se profundamente abalada. Depois da restauração, Portugal recuperou suas possessões africanas (Angola e Guiné) e o nordeste brasileiro, mas perdeu o controle do comércio oriental. O Brasil, naquele momento, era a mais valiosa possessão portuguesa, porém estava sobre forte concorrência holandesa.

Se não bastasse a concorrência ávida do mercado açucareiro representada pela produção das Antilhas, Portugal também não podia mais contar com o bem montado esquema holandês de distribuição do produto no mercado europeu. Bastante debilitado, não restou a Portugal outra saída que não aplicar a política mercantilista visando maior eficácia da exploração colonial no Brasil.

A nova política colonial portuguesa começou a se tornar mais rígida: em 1661, proibiu-se o comércio do Brasil com navios estrangeiros e, em 1684 foi proibido que navios portugueses frequentassem outros portos, fortalecendo o Exclusivo Metropolitano.

Foram criadas as companhias de comércio no estilo holandês (Companhia de Comércio do Brasil - 1649 e Companhia do Comércio do Estado do Maranhão - 16782) ambars a fim de deter o monopólio da venda de produtos metropolitanos, incluindo a compra e venda de escravos.

Com a ação de tais companhias, que tornaram único o fornecedor, impôs altos preços na venda de seus produtos enquanto que os oriundos da colônia eram desvalorizados, criando um imenso abismo entre os interesses coloniais e metropolitanos.

Houve ainda a criação do Conselho Ultramarino por D. João IV em 1640, encarregado exclusivamente da administração das colônias. Com o conselho, os poderes dos donatários, que já haviam sido limitados com a criação do governo-geral, diminuíram sensivelmente, tornando-os estritamente subordinados ao representante do rei. A autonomia das Câmaras também fora prejudicada, passando até os vereadores a serem nomeados pelo rei, neutralizando sua força.





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